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Fabio Magalhães

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"Conhecedor da teoria das cores e dos experimentos de Isaac Newton, de Goethe, e de Chevreul, o artista sempre se preocupou com o conhecimento científico para atingir seus objetivos estéticos."

Cor e Luz
O Espelho

Conhecedor da teoria das cores e dos experimentos de Isaac Newton, de Goethe, e de Chevreul, o artista sempre se preocupou com o conhecimento científico para atingir seus objetivos estéticos.

No período em que viveu em Milão (1971-1985) A cor/luz e seus desdobramentos ocuparam o centro de sua expressão visual. Nesse período Peticov ganhou reconhecimento internacional, com suas escalas cromáticas. A grande editora Bruce McGaw publicou um pôster que reproduz a escultura NATURA e, em pouco tempo, se transformou em bestseller mundial – conhecida como o pôster dos ‘vasinhos.

 

“Durante minhas constantes viagens aos EEUU comecei a observar o instigante uso que estavam fazendo do neon, iluminação discreta, porém intensa, perfeita para representar minhas ideias relacionadas com a Luz e o Processo Criativo. O conceito que deu forma à pintura estava ali, pronto para ser materializado tridimensionalmente.” A. Peticov.

Nesse período o artista expandiu sua expressão para o tridimensional, para instalações e projetos urbanos. Em 1989 realizou o “Projeto Natura” para implantar nas margens do rio Pinheiros, ao longo de seus 26 quilômetros, alamedas de árvores que, na época de floração formariam uma paleta de cores. Se implantado, seria a maior intervenção de Land art urbana no mundo.

 

“Comecei a trabalhar para restituir vida à região, valendo-me das sete cores visíveis no espectro eletromagnético, que poderiam ser traduzidas por árvores nativas, a partir da mutação cromática por elas apresentada durante as quatro estações.” A. Peticov.

A imagem refletida, a sensação de espaço na superfície plana sempre chamou a atenção do artista. Desde jovem, Peticov se preocupou em estudar os diversos meios de representação dos objetos no espaço, o modo de ver os objetos no mundo natural e as alterações das perspectivas enquanto percorremos os espaços arquitetônicos, as ilusões ópticas e, ainda, os efeitos de metamorfose da luz sobre os objetos.

Peticov está atento, não apenas à ordem, mas também à desordem, ambas ocorrem nas estruturas. A dinâmica das formas no espaço e no tempo encantaram o artista. Muitas vezes, esses processos, ou melhor, fenômenos da natureza, adquirem significado mágico pelo seu poder de transformação.

Antonio Peticov, constrói sua obra na imensidão cósmica, no meio da tempestade, e o faz, na intimidade de seu ateliê, na solidão de seu ofício.

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Fabio Magalhães

CURADOR

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